[Exposição] Theatro Municipal do Rio de Janeiro
- Alessandro Ossola

- 1 de jun. de 2024
- 2 min de leitura
Preservando a Memória através das Imagens: Uma Jornada entre Passado e Presente no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

A fotografia é uma das formas mais poderosas de registro humano. Através dela, congelamos momentos – desde os mais cotidianos até os historicamente significativos –, transformando memórias em representações visuais que permitem reviver experiências e recontar histórias.
Este trabalho propõe uma viagem no tempo, comparando imagens do livro "Theatro Municipal do Rio de Janeiro" (1913) com fotografias contemporâneas (2019), destacando as transformações arquitetônicas, estéticas e simbólicas desse icônico espaço ao longo de seus 110 anos. Mais do que um simples exercício visual, a proposta estimula a reflexão sobre preservação, memória e identidade cultural.
O incêndio do Museu Nacional em 2018 foi um marco trágico que alertou para a urgência de valorizar e documentar nosso patrimônio. Inspirada por essa perda irreparável, a exposição "Theatro Municipal do Rio de Janeiro: Além do Preto e Branco" surgiu como uma resposta afetiva e intelectual, utilizando o acervo iconográfico da EBAOR para promover diálogos entre épocas e incentivar o público a reconhecer a importância de espaços culturais.
A curadoria seguiu enquadramentos fiéis às imagens originais de 1913, criando um "jogo de diferenças" que convida o espectador a observar mudanças e permanências – não apenas nas paredes e salões, mas na própria maneira como enxergamos a história.
Apresentado inicialmente no I Seminário da EBAOR (março/2019), o projeto ganhou espaço físico no Theatro Municipal durante as comemorações de seus 110 anos, integrando três vitrines com uma edição facsimilar, curiosidades e 16 fotografias, além de uma versão virtual acessível via QR code.
A exposição alcançou cerca de mil pessoas, entre brasileiros e estrangeiros, reforçando o papel da fotografia como ferramenta de educação, preservação e valorização da cultura.
Em 2024, a exposição foi reapresentada no Clube de Leitura e escrita carioca da ACEMADES. A abertura contou com um bate-papo sobre memória e patrimônio brasileiro.
Através desse trabalho, reafirmo:
conhecer, registrar e divulgar são atos de resistência contra o esquecimento.


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